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Banco Central propõe novas regras contábeis para instituições financeiras; entenda o que pode mudar

Mudanças contábeis
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Em resumo:

  • Banco Central colocou em consulta pública uma proposta para atualizar regras contábeis aplicáveis às instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo órgão;
  • Mudanças incluem novas categorias para receitas e despesas, subtotais obrigatórios na Demonstração do Resultado e regras para divulgação de medidas de desempenho;
  • Consulta pública fica aberta até 9 de novembro de 2026, e as novas regras, se aprovadas, deverão produzir efeitos para períodos encerrados a partir de 31 de dezembro de 2027.

Continue lendo e entenda o que está em discussão!

O Banco Central (BC) propôs mudanças nas regras contábeis das instituições financeiras e de outras instituições autorizadas a funcionar pela autarquia. A proposta está aberta para contribuições por meio da Consulta Pública nº 130/2026 até 9 de novembro.

A iniciativa pretende manter o Padrão Contábil das Instituições Reguladas pelo Banco Central (Cosif) alinhado às práticas internacionais e reduzir diferenças em relação aos padrões definidos pelo International Accounting Standards Board (Iasb).

Entre as mudanças propostas estão uma nova estrutura para a Demonstração do Resultado, critérios mais claros para classificar receitas e despesas e novas exigências relacionadas à divulgação de informações sobre desempenho.

Mudanças contábeis
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Por que o Banco Central quer mudar as regras contábeis?

A proposta está relacionada à publicação do IFRS 18, novo padrão internacional para apresentação e divulgação das demonstrações contábeis.

O IFRS 18 substituirá o IAS 1 a partir de janeiro de 2027 e busca melhorar a forma como as informações financeiras são apresentadas, facilitando a comparação e a análise do desempenho das instituições.

Diante da mudança internacional, o Banco Central propõe atualizar a regulamentação brasileira para preservar a convergência do Cosif com esses padrões.

Segundo o BC, a intenção é aumentar a transparência e a comparabilidade dos demonstrativos e tornar as informações contábeis mais úteis para quem as consulta.

O que pode mudar nas demonstrações financeiras?

Um dos pontos da proposta estabelece critérios mais detalhados para a agregação e desagregação das informações contábeis. As regras abrangem:

  • ativos;
  • passivos;
  • patrimônio líquido;
  • receitas;
  • despesas;
  • fluxos de caixa.

As instituições deverão considerar as características compartilhadas entre os itens ao organizar essas informações. Também deverão evitar estruturas que possam ocultar dados relevantes e utilizar descrições que representem adequadamente o conteúdo apresentado.

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Demonstração do Resultado terá novas categorias

Outra mudança relevante está na Demonstração do Resultado. Pela proposta, as instituições precisarão avaliar e informar se sua principal atividade de negócio está relacionada a investimentos em ativos e/ou à concessão de financiamento aos clientes.

A partir dessa avaliação, receitas e despesas deverão ser classificadas em cinco categorias:

  1. operacional;
  2. investimento;
  3. financiamento;
  4. tributos sobre o lucro;
  5. operações descontinuadas.

A intenção é criar maior padronização na apresentação dos resultados e facilitar comparações entre diferentes instituições.

Novas regras preveem cinco subtotais de resultado

A proposta do Banco Central também determina a apresentação obrigatória de cinco subtotais de resultado. Entre eles estão o lucro ou prejuízo operacional e o lucro ou prejuízo antes de financiamento e tributos sobre o lucro.

Segundo o BC, essa estrutura deve facilitar a análise das demonstrações financeiras e permitir uma comparação mais direta do desempenho entre instituições.

Medidas de desempenho terão novas exigências de transparência

A proposta também trata das chamadas medidas de desempenho definidas pela administração, conhecidas pela sigla MPMs. Caso as instituições utilizem essas métricas, deverão fornecer informações mínimas sobre a forma como elas são construídas.

Isso inclui explicar a metodologia de cálculo, a utilidade da medida e sua conciliação com os valores apresentados nas demonstrações contábeis.

O objetivo é permitir que quem consulta os demonstrativos compreenda de maneira mais clara como essas medidas se relacionam com os números contábeis da instituição.

Quando as novas regras contábeis podem começar a valer?

As mudanças ainda não são definitivas. Neste momento, elas fazem parte de uma proposta submetida à Consulta Pública nº 130/2026. Interessados podem enviar sugestões ao Banco Central até 9 de novembro de 2026.

Conforme a proposta apresentada pelo BC, as novas regras deverão produzir efeitos para demonstrações financeiras referentes a períodos encerrados a partir de 31 de dezembro de 2027. Também está prevista a possibilidade de adoção antecipada nas demonstrações financeiras semestrais de 2027.

Até a conclusão da consulta pública e a publicação da regulamentação definitiva, portanto, os pontos apresentados pelo Banco Central devem ser tratados como mudanças propostas, e não como regras já implementadas.

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